Um loosho!

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Meu sanguezinho lindo.

Ontem, dia 26/02, foi o dia da campanha que realizei “Doar sangue é um loosho!”, no Hemoce. Vou contar todas as impressões, do início ao fim, pra encorajar quem ainda tem  algum medo.

Infelizmente, de todas as pessoas que se prontificaram em aparecer para a doação, apenas a Lucy (@flows) apareceu, e levou a Paulinha, sua irmã. Lucy é minha amiga há alguns anos, é ruiva, jornalista e é um loosho. Paulinha faz enfermagem na UFC e ficou nos dando algumas diquinhas.  Não vou dar puxão de orelha em ninguém, pois não me convém fazer isso. Acredito que todas as pessoas tiveram empecilhos reais para não poderem comparecer. E caso não tenham tido, não serei eu a dar sermão. A doação é voluntária, então…

Primeiro passamos por um cadastro, onde perguntam nosso endereço e telefone. Logo em seguida, nos encaminham para uma salinha onde verificam a nossa pressão, temperatura, e fazem um micro furinho no nosso dedo, pra colher sangue e saber como está o nosso nível de hemoglobina (não dói nada). Depois, vamos pra uma outra salinha onde passamos por uma série de perguntas, do tipo: usa sempre preservativo? Toma algum medicamento? Faz a prevenção do câncer de ano em ano? Tem apenas um parceiro? Usa drogas? Esse tipo de questionário. Não precisa se envergonhar, eles perguntam tão rápido que nem dá tempo de ficar com vergonha. É importante responder tudo com muita sinceridade, claro. E pronto. Você já fica sabendo se está apto ou não para doar sangue. E eu estava! A Paulinha também. A Lucy, infelizmente, estava com a taxa de hemoglobina baixa, e não pode doar. Mas ela já garantiu que mês que vem aparece lá no Hemoce, pra tentar novamente :)

Recebemos um cartãozinho, que nos dá direito a fazer um pequeno lanche. Um sanduiche de queijo com suco de goiaba. Foto na tela!

Tava bem gostosinho.

 

E pronto! Esperamos 15 minutinhos e fomos para a sala de coleta.

Tá todo mundo querendo saber se doeu, né? Aposto. Pois, eu digo… Doeu, sim. Uma dor tão rápida, que 1 segundo depois, já passou. Não dá tempo nem dizer “ai”. A dica é não olhar pra agulha, quem tem medo delas. Aí, é só relaxar, ouvir música, ver TV, twittar,  ou conversar com a enfermeira. Não dura mais que 10 minutinhos. A bolsa de sangue não fica visível, pois fica embaixo de uma mesinha lateral, ao lado da poltrona, mas claro que pedi pra Lucy tirar foto da minha:

 

Sangue de loosho!

E depois, um flagra da Paulinha, muito concentrada, ouvindo música no seu iPod (e a minha cabeçona sorridente junto):

Fomos de vermelho, como o combinado.

 

Estava tudo muito bom, tudo muito bem. Não senti nada durante a doação. Confesso que estava muito nervosa antes de ir ao Hemoce, fiquei com medo de passar mal, desmaiar. Quando mais nova, poderia ver rios de sangue que não sentia nada. Agora, depois de velha, dei pra me sentir mal só em ver sangue de, sei lá, um pernilongo morto.

A maquininha apitou, avisando que a bolsa já estava cheia. A enfermeira tirou a agulha, doeu só um tiquinho. E eu pedi pra ver a bolsa de sangue. Assim que vi, fiquei com tontura! Já pensou? Passo a doação toda tranquila, e só resolvo ficar tonta ao final de tudo. Mas não foi nada grave, só uma fraquezinha. Fiquei deitada por um tempinho, e pronto. Paulinha é forte, terminou a doação e já saiu caminhando e sorrindo.

Depois, você vai de novo até a cantina e faz outro lanche. E prontinho, já está  liberado pra ir pra casa.

Pra resumir: o processo todo, incluindo as triagens, não dura mais que 40 minutos. É super tranquilo e limpo. As duas enfermeiras que tive contato eram bem simpáticas. E dói um pouco, sim, mas como falei, não dura mais que 1 segundinho.

Eles dão um prazo de 90 dias para você receber, em casa, os exames em relação ao seu sangue, inclusive o de HIV. E também a sua carteirinha de doador.

 

E aí, quem vai atingir primeiro as cinco estrelinhas?

 

Vale muito a pena  doar! Daqui 3 meses, estarei lá de novo. Pretendo continuar indo, de 3 em 3 meses. Ano que vem, pretendo fazer a campanha novamente, antes do carnaval, e espero contar com a participação de mais pessoas.

Adorei ter ido, de verdade! A sensação de estar ajudando alguém, mesmo que desconhecido, é muito boa. E um dia posso ser eu a estar precisando de sangue, né? Você,  sua mãe, seu pai… Espero que não, mas não podemos contar com a sorte. Acidentes acontecem com qualquer um.

Beijos, da mais nova e orgulhosa, doadora da cidade Ѽ

 

 

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Jacqueline Brandão

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